POR QUE OU PARA QUE?

Constantemente escuto meu marido mencionar a frase “Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura”.

Confesso que nunca me atentei muito ao significado da sentença, visto que ele trabalha no mercado financeiro. Dei por certo que era algo restrito ao seu mercado de atuação. Como sempre brinco que não entendo do assunto e deixo essa parte para ele, nem considerei prestar atenção.

Porém, nessa minha nova fase profissional, passei a querer entender tudo e todos…e não é que essa frase é muito válida a qualquer decisão que temos que tomar na nossa vida tanto pessoal como profissional?

Vamos voltar a ela: “rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura”. Se mudarmos a palavra rentabilidade para “o que funcionava”, percebemos que realmente não podemos garantir que, o que deu certo no passado, dará certo agora. Indo mais a fundo, se o que fazia sentido anteriormente continua válido agora.

Tudo muda muito rapidamente nos dias atuais. Várias variáveis, tanto externas como internas, fazem com que nem sempre o que aconteceu se repita da mesma maneira, ou mesmo, se o resultado sendo o mesmo irá te satisfazer da mesma forma.

Em função disso, aprendi que quando preciso tomar uma decisão, qualquer que seja, ao invés de me perguntar “POR QUE”, opto por me perguntar “PARA QUE”.

Sim, parece muito parecido não é mesmo? Mas na prática a resposta pode ser completamente diferente e mudar totalmente sua decisão.

Vamos ver um exemplo. Você recebe um e-mail do seu par da empresa, muito agressivo e você na hora, nervoso, resolve responder no mesmo tom.

Por que? Porque seu par foi muito grosso e isso te irritou profundamente. Merece uma resposta a altura.

Para que? Para você errar igual e piorar a situação….

Entendeu a diferença?

O “porquê” olha para o passado, no fato que já ocorreu. Busca uma resposta sem considerar muitas vezes as consequências. Como citei antes, não se preocupar com a “rentabilidade futura”.

Já o “para que” foca no futuro. Te força de certa forma a responder olhando as consequências, que, independente da motivação, nem sempre são positivas. Especialmente quando nos vemos em situações com mais emoções envolvidas. O “para que” te faz tomar decisões muito mais estratégicas.

Por mais que não fazemos questionamentos de maneira racional antes de qualquer movimento da nossa vida, é sabido que nosso cérebro naturalmente busca o “por que” para agir.

Fica aqui o desafio. Segure o instinto de reagir imediatamente e busque o “para que” antes de qualquer movimento.

Depois volte aqui e divida com a gente sua experiência.

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