QUESTIONE SUAS CRENÇAS!

 

Que histórias você tem contado sobre você?

A história que você construiu ou a história que te contaram?

É fato: nós começamos a nos conhecer a partir dos outros.

Desde muito cedo recebemos rótulos e mais rótulos por parte de nossos pais, irmãos, professores, colegas da escola e, infelizmente, isso continua acontecendo também mais tarde, no ambiente profissional.

Por esse motivo, muitas vezes acabamos internalizando tais informações e assumindo o que ouvimos como verdades absolutas. Essas verdades são cristalizadas e funcionam como crenças limitantes, que podem nos acompanhar por toda vida, nos impedindo de evoluir no mundo com todas as nossas possibilidades.

Sinto-me no direito – e no dever – de dizer que, de certa forma, podemos considerar que uma crença limitante acaba servindo, muitas vezes inconscientemente, como uma “muleta” para nos apoiarmos quando escolhemos não sair da nossa zona de conforto. Isso porque, ao invés de desafiar cada crença e provar a nós mesmos – e ao mundo – que ela não é real, optamos por repeti-la como um mantra, em uma quase tentativa de autoconvencimento e autossabotagem, transformando todas as nossas experiências em uma “profecia autorrealizável”.

“Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo” (Henry Ford)

MAS COMO MUDAR ESSE CENÁRIO?

O que muitas vezes não paramos para pensar é que a visão que os outros têm sobre nós é construída a partir de lentes próprias, que eles criaram de acordo com suas necessidades e experiências, para traduzir o mundo que os cerca.

Também não paramos pra pensar que, pelo fato de estarmos em constante evolução, algumas das características atribuídas a nós no passado, ainda que corretas, podem já ter ficado pra trás; podem já não nos pertencer mais…

Temos o direito – e o dever – de questionar cada predicado a nós direcionado: ele é realmente nosso ou vem carregado da história da pessoa que está falando?

Não podemos esquecer, porém, que o contrário também é verdadeiro: nós também avaliamos as pessoas a partir de lentes próprias, e também precisamos considerar que algumas pessoas que “classificamos” de alguma forma no passado podem ter evoluído.

Aqui vão algumas dicas para te ajudar a identificar e exterminar uma crença limitante:

LOCALIZE SUAS JUSTIFICATIVAS: geralmente uma crença limitante aparece em forma de “desculpa” e justificativa para alguma situação, surgindo após um belo “porque”… (Ex: Eu acho que não consigo mais mudar de carreira, porque já passei dos 40 anos…);

DESAFIE SUAS JUSTIFICATIVAS: tente entender o que está por trás da sua crença. Com base no quê exatamente você alimenta esse tipo de pensamento? Questione-se até entender a causa raiz (Ex: Quem disse que 40 anos é uma idade limite? Ouvi falar ou posso comprovar? Nunca conheci ninguém de 40 anos que conseguiu mudar? Existem fatos que comprovem essa minha crença?);

ENCONTRE NOVAS FORMAS DE PENSAR: desafie-se até conseguir quebrar seu paradigma. Pesquise, converse, vá atrás…abra-se para novas possibilidades de pensamento. Suas crenças precisam ser trazidas à luz da consciência e serem devidamente questionadas;

ESCOLHA NOVAS FORMAS DE AGIR: toda vez que se vir repetindo determinada crença, ou dando qualquer outro tipo de “desculpa”, escolha provar a si mesmo que você pode estar errado e saia de vez da sua zona de conforto!

Quanto mais você se conhecer, mais fácil ficará distinguir o que é real do que é uma crença. E quanto mais você praticar, mais fácil ficará realizar esse exercício.

Crie o hábito de questionar suas crenças e coloque-as em xeque, sempre!

 

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