PERSONAL BRANDING E MARKETING PESSOAL

 

Uma das coisas que eu mais ouço de profissionais que estão passando por algum trabalho de autoconhecimento é: “Considero ser muito bom no que faço, mas definitivamente não sou bom em marketing pessoal”. A maioria deles considera, ainda, o não conseguir “vender”o próprio trabalho como fator decisivo para que o crescimento profissional não ocorra no ritmo esperado.

Em parte, todos eles estão corretos: realmente não basta ser bom no que se faz; você deve ser reconhecido como tal.

Mas a questão aqui é como se fazer reconhecido…

Conquistar validação e respeito na área de atuação não é simples, leva tempo, e, particularmente, não vejo outra forma que não através de:

·     Clareza em relação às suas forças, diferenciais, e ao real valor que você gera;

·     Consistência em relação à sua entrega e à forma como você faz a sua entrega;

·     Coerência e alinhamento entre aquilo que você prega e aquilo que você faz, constantemente, em todas as esferas da sua vida.

É isso. Não existe milagre. Esse é o caminho.

Realizar a gestão da sua marca pessoal de maneira intencional e estratégica te ajuda a conquistar a relevância que você está buscando de forma mais consistente e sustentável do que se você simplesmente encontrar uma maneira de divulgar por aí as características que você quer que as pessoas percebam em você.

Por outro lado, fazer “marketing” das suas características e qualidades pessoais pode ser um pouco arriscado, e eu vou te dar aqui alguns dos motivos:

1.  Muitas vezes o profissional, consciente ou inconscientemente, tenta vender aquelas características que ele acredita que são esperadas dele, se esforçando para se enquadrar em um modelo ao invés de comunicar características que realmente lhe são autênticas e que, de fato, o fortaleceriam e o diferenciariam dos demais;

2.  Se as características não forem autênticas ficará muito mais difícil conseguir fazer com que as pessoas te reconheçam por elas e passem a entende-las como reais atributos da sua marca pessoal;

3.  Dependendo da forma como você realizar esse trabalho, pode ser lido como excessivo, irreal ou incoerente em relação às suas atitudes;

4.  Existe uma grande diferença entre falar que é e ser percebido como;

5.  Quem nunca ouviu comentários pejorativos sobre o ato de fazer “marketing pessoal”? (um bom exemplo aqui seria o famoso “Ele não entrega nada, mas é muito bom em marketing pessoal…”)

Bom, é por essas e outras razões que não, na minha opinião, você não precisa ser bom em fazer marketing pessoal; mas você precisa sim ser muito bom em relação ao seu autoconhecimento, bastante estratégico em relação ao gerenciamento da sua marca pessoal, e diria que um tanto quanto cirúrgico em relação ao planejamento dos passos necessários para atingir seus objetivos profissionais.

O resto? O resto vem como consequência….

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