Seria propósito uma bobagem?

seria esse seu propósito?

 

Verdade seja dita, sempre achei que esse assunto de propósito não era para mim.

Viver em função de um propósito era para pessoas sem amarras, sem raízes. Pessoas tinham a coragem de largar tudo para viver à beira da praia vendendo sanduíches naturais.  E mais recentemente açaí, a fim de acharem a felicidade.

Considerava buscar o propósito quase a antítese de seguir uma carreira. Ao meu ver, a carreira deveria seguir um fluxo já pré-estabelecido pela sociedade no qual a regra era sempre progredir.

Progredir na minha visão antiga: aumento de salário, promoções e ofertas de emprego melhor.

Por outro lado, a carreira não tinha absolutamente nenhuma relação obrigatória com sentimento de realização profissional. Ou melhor, o progresso em si era a realização buscada. Sentimento de plenitude eu desconhecia a sensação.

Mas como tantas outras verdades que nos são imbuídas sem questionamentos, alguma hora da vida descobrimos que existe um outro lado. E essa verdade veio quando fui buscar a razão da minha desconexão com o meu trabalho, quando aparentemente, a vista de muitos, eu estava numa situação profissional excelente.

Eu não conseguia preencher aquele vazio que me acompanhava. Um buraco que parecia cada vez aumentar de extensão. Mas nada estava errado, achava eu.

Na verdade, tudo estava errado e eu não conseguia perceber.

Hoje, olhando para trás, vejo claramente como todas as peças estavam fora do lugar.

O QUE DEVEMOS PERCEBER?

Alguns pontos são fundamentais e básicos para serem alinhados no trabalho antes mesmo de chegarmos no propósito propriamente dito. Poderia citar como principais: valores e habilidades.

As ultimas empresas que trabalhei eram ótimas, multinacionais, excelentes benefícios.  Em contrapartida, eram desalinhadas com valores que eu buscava para a minha vida naquele momento. O que aparentemente poderia parecer um mero detalhe de fácil adaptação, no decorrer do tempo gerou um descolamento da empresa comigo. Como se jogássemos um jogo com regras diferentes.

Além disso as minhas principais habilidades não eram requisitadas, fazendo com que eu não enxergasse valor no que eu fazia, independente se serem funções importantes ou não para a empresa. Para mim não eram, não faziam nenhum sentido!

Hoje entendo que, para se ter prazer no que se faz, e atingir o Estado de Flow, que é o ápice para o profissional de satisfação no que se faz, é fundamental se desafiar as suas principais habilidades. E se elas não são utilizadas, não há engajamento . Pelo contrário, não se vivencia estado mental.

Estado de flow: estado mental de operação em que a pessoa está totalmente imersa no que está fazendo, caraterizado por um sentimento de total envolvimento e sucesso no processo da atividade

E estudando-se o que te leva ao mencionado Estado de Flow, pode-se chegar ao seu propósito. Que é o que te desafia, o que te dá motivação usando as suas verdadeiras habilidades.

Nesse processo todo, percebi que o que me desafiava era lidar diretamente com pessoas. Era a possibilidade de usar o meu conhecimento e meus skills de tal forma que os profissionais pudessem descobrir seu potencial e serem protagonista das suas próprias carreiras. E assim descobri que meu objetivo de carreira, que era, na época,  me desenvolver  na área de Marketing em multinacionais estava completamente desalinhado do meu Propósito.

Em síntese, redirecionei a minha Carreira e estou muito realizada!

E inegavelmente, um dos meus principais focos é mostrar para todos os profissionais que puder alcançar que trabalhar em função de um propósito claro é infinitamente mais prazeroso e recompensador!

 

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