QUANTO VALE O SHOW?

Precificação para mim é uma das definições mais complexas para um profissional, seja ele um executivo, autônomo ou profissional liberal.

Para a formação do preço a ser cobrado, leva-se em conta diversas variáveis que podem variar dependendo do perfil da oferta. Sendo que, muitas são flutuantes em função do momento oferecido.

Podemos citar: situação do mercado, sazonalidade, concorrência, custos, público-alvo, percepção de valor, dentre outras específicas dependendo do ramo de atuação.

Dentre todas as variáveis citadas, a maioria depende de pesquisa externa e estudo de impacto de cada uma para a formação do valor final.

Entretanto uma delas está totalmente na mão do profissional: PERCEPÇÃO DE VALOR.

Vamos considerar que:

Valor para o cliente é uma conta feita de forma racional ou intuitiva. É a percepção que ele tem sobre os pontos positivos, como imagem da marca, serviços prestados e o valor das pessoas que vendem os produtos ou entregam os serviços.

Cabe ao profissional usar dos seus próprios recursos para potencializar essa percepção. E como fazer isso? Primeiramente sabendo quais os são!

Qual o seu valor?

Primeira pergunta? Você sabe o seu valor? Você se “contrataria”? Responda com toda a honestidade.

Se sim ou se não, por quê?

É fundamental que o profissional tenha conhecimento e confiança no seu potencial, saiba expor sobre eles e se posicionar. Ter claro quais são os pontos que o diferencia e que fariam com que o seu público escolhesse por ele em contrapartida a outro concorrente ou par.

É importante que acredite na sua capacidade e que tenha a clareza das suas vulnerabilidades. Fraquezas essas que precisam ser encaradas de frente, entendidas e avaliadas se precisam de investimento de melhora ou não.

E mais que isso, entender a veracidade dessas fraquezas.

Muitas vezes chegamos a desacreditar de nós mesmos em função de crenças limitantes. São conceitos que tomamos como verdade que, ou vieram externamente e internalizamos como uma verdade ou então uma criação nossa como subterfúgio do nosso inconsciente para nos evitar sofrer frustrações.

Na infância, mais corriqueiramente, muitas crianças são injustamente acusadas de incompetentes, burras, incapazes de realizarem certas tarefas. Ou mesmo comparadas com outras mais hábeis em determinados assuntos. Mesmo sendo situações pontuais, é muito comum que isso vire uma verdade e a criança virá adulto acreditando nessa limitação.

Juntando todas essas informações voltamos a questão inicial: Você sabe o seu valor? Se não souber não faça mais nenhuma movimentação na sua carreira que consiga, sem hesitação responder a essa questão. É esse diferencial que será a principal variável para que alguém opte por você e não por outra pessoa. É o que te diferencia. É a base da decisão.

Invista então no seu autoconhecimento.

Busquem em você o que faz você, você. E tenha clareza ao comunicar, para que os outros percebam isso!

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